domingo, 11 de dezembro de 2011

Tempo de solidariedade

E mais um fim de semana está chegando ao fim.

Ontem passei o dia todo sem botar meus pezinhos para fora de casa. Mas foi ótimo curtir a chuvinha, corujar meu filho dormindo, me entupir de chocolate... O melhor de tudo mesmo foi receber a ilustre visita de minha irmã e meus sobrinhos à tarde. Uma delícia ver minha sala cheia de brinquedos espalhados, enquanto meu filho se divertia com os primos. Enquanto isso, minha irmã e eu colocámos os assuntos em dia. Mais ou menos, porque quem tem criança em casa sabe o quanto é difícil conciliar a atenção ao filho com outras coisas. Mesmo assim, é sempre bom receber pessoas queridas e curtir esses pequenos momentos de alegria.

É dezembro... todo mundo sabe da minha paixão por esta época do ano. Especialmente porque é um tempo onde a solidariedade aflora entre as pessoas. Já comentei aqui sobre a campanha de natal realizada na empresa onde trabalho. As entregas dos presentes tiveram início na última quinta-feira e fomos a uma escola localizada em um bairro rural próximo ao Distrito Industrial.

Quem já teve a oportunidade de realizar algum trabalho voluntário conhece a emoção desses momentos. É maravilhoso ver no rostinho das crianças a ansiedade quando chegamos com o Papai Noel (também um voluntário da empresa), a curiosidade para ver os presentes, a alegria quando as chamamos pelo nome e entregamos os brinquedos. Enfim, cada etapa é mais que emocionante e nos faz refletir sobre a vida e a importância de se doar um pouco ao próximo.


Lar Espírita Paulo, o Apóstolo - crianças aguardando
a entrega dos presentes

Hoje de manhã fomos entregar os presentes em um centro espírita bem distante do bairro onde moro. Na verdade, é bem distante de tudo. E, diferente da escola onde entregamos na quinta-feira, neste instituição as mães das crianças também participaram, o que torna ainda mais intensa a experiência. Geralmente, as pessoas que frequentam o local são muito carentes (em todos os sentidos) e é difícil não se comover com as condições de muitas das crianças presentes.


Ansiedade

A entrega foi um pouco tumultuada porque os pequenos não ficavam quietos, tamanha a ansiedade para receber os brinquedos. Antes de iniciarmos as entregas, as responsáveis pela evangelização fizeram uma oração e cantaram músicas religiosas. Pude perceber que muitas mulheres, inclusive esta que vos escreve, choraram quando tocou a oração pela família, com o Padre Zezinho. A canção tem uma  mensagem muito tocante, mas muitas daquelas famílias vivem uma realidade bastante diferente. Algumas crianças sequer conhecem seus pais ou vivem situações de violência, dor e desamparo.


Ver a alegria das crianças recebendo as doações é muito gratificante. Melhor ainda seria que nenhuma delas precisasse da caridade alheia para terem um presente de natal, que cada mãe e pai tivesse condições de atender a todas as necessidades de seus filhos. Este sim, seria o maior presente de natal de todos os tempos.