terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ô tia, o Papai Noel vem hoje aqui mesmo?

Encerrei ontem minha participação na Campanha de Natal deste ano. Entregamos brinquedos para 115 crianças em uma creche comunitária na periferia da cidade. A experiência, como sempre, foi emocionante e serviu para dar um “up” no meu pobre espírito desiludido. Os pequenos tinham entre 2 e 6 anos, uma idade onde a inocência ainda está presente e muitos até acreditam em Papai Noel. Aliás, quando chegamos, enquanto um dos voluntários se paramentava como o bom velhinho, éramos abordados por criaturinhas ansiosas perguntando se era verdade que o Papai Noel estaria lá mesmo, se tinha levado presente e se eles iriam ganhar. Difícil não se comover com aqueles olhinhos vivos, faiscando de alegria e curiosidade.


Nesta época mágica (olha eu falando de Dezembro outra vez), onde os corações se inundam de esperança, fraternidade e amor, o sorriso daquelas crianças me trouxe a certeza de que não foram eles quem ganharam os presentes, fomos nós, voluntários que dedicamos um pouquinho do nosso tempo para entregar sonhos e colher alegria.



Durante o trajeto de volta, comentávamos animados sobre todos os detalhes. As crianças abrindo seus presentes, felizes porque haviam recebido brinquedos que certamente seus pais não poderiam comprar. Fica a sensação de dever cumprido e a gratidão ao Papai do Céu por todas as dádivas que recebo diariamente, mas que nem sempre me lembro de agradecer.

Estar com aquelas crianças foi um presente antecipado de aniversário e natal. E quero poder realizar esse trabalho por muitos e muitos anos ainda.

Mudando um pouco de assunto, ontem foi a entrevista na futura escola do meu filho. Estou super ansiosa para matriculá-lo, porque será o início de um novo ciclo nas nossas vidas. O psicólogo que nos entrevistou disse-me que preciso deixar meu filho crescer e esse comentário trouxe consigo uma realidade cruel, porque não é nada fácil encarar o fato de que aquele bebezinho antes tão dependente agora já irá para escola, dando início à construção de sua vida em sociedade. Ah... ser mãe é mesmo padecer no paraíso, porque sentimentos antagônicos convivem no mesmo coração apertado.   

Falando em ansiedade, meu coração anda batendo na boca ultimamente. A espera por uma notícia e uma sensação de que algo está para acontecer, embora eu não consiga definir exatamente o que seja. Enfim, pode ser a proximidade do aniversário, o fim do ano, sei lá.


Seja o que for, assim como as crianças da creche, acredito que o Papai Noel trará algo bom. Ontem li no Facebook uma frase inspiradora: "Não se preocupe, não tenha pressa. O que é seu encontrará um caminho para chegar até você. Deus não demora, Ele capricha!!!!"

O Papai Noel virá um dia sim... tenho certeza disso!