quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Paciência... é disso que preciso

Fim de tarde bom... me sinto mais animada e bem disposta neste momento.

Apesar de continuar insatisfeita com a rotina profissional, esta semana tem sido melhor que as outras. Na empresa realizamos anualmente uma campanha de natal, onde adotamos crianças de várias instituições da cidade para presenteá-las com brinquedos e doces. A campanha começa em novembro, com a escolha das creches, cadastro das crianças e distribuição de cartões com o nome, sexo e idade das crianças. Todo mundo participa e este ano vamos presentear quase 1000 crianças.

Sou da equipe organizadora, ajudo na distribuição de cartões aos empregados, no recebimento das doações e também na entrega dos presentes às crianças. É uma alegria poder fazer parte deste trabalho tão lindo, realizado com tanto carinho e dedicação. A entrega começará na próxima sexta-feira e estamos correndo contra o tempo para preparar tudo. Por isso parte do meu dia tenho dedicado a esta tarefa, o que tem me deixado muito satisfeita.

Mas mesmo assim, ainda me sinto bastante incomodada com minha situação atual. Hoje um colega fez um comentário extremamente realista sobre a atividade que eu exerço e isso de certa forma mexeu um pouco com minha auto-estima. É inevitável sentir uma enorme frustração pelo ostracismo em que me encontro e ouvir a opinião de alguém fora da situação apenas reforça a necessidade de buscar algo novo.

Na última sexta-feira, em uma longa e sincera conversa, uma pessoa cuja opinião respeito muito disse que devo ter paciência, segurar a ansiedade, porque mudanças organizacionais são assim mesmo. "Estamos deixando um barquinho para embarcar num transatlântico intercontinental" ele disse, e estas palavras ficam martelando na minha cabeça.  Tenho feito a minha parte, apesar de tudo. O trabalho não é apenas um meio de sobrevivência, mas é vida e, sem demagogia, eu amo trabalhar, me sentir útil, produzir. É este o problema: tenho me sentido improdutiva, porque sei que posso entregar melhores resultados, posso fazer mais e melhor do que tenho feito.

Paciência. Algumas decisões fogem à minha alçada e quero acreditar que esta fase vai passar. Queria ser como Lenine e "ir na valsa", porque a vida, sim, a vida é muito rara...



Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera
E pede pressa
Eu me recuso, faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo, e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber
A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,
A vida não para
(Lenine)