Finalmente ele chegou!!! Bem-vindo, mês de DEZEMBRO!!
De acordo com o site Wikipédia, “Dezembro é o décimo segundo e último mês do ano no Calendário Gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Dezembro deve o seu nome à palavra latim decem (dez), dado que era o décimo mês do Calendário Romano, que começava em Março. Em 21 de Dezembro ou data próxima, o Sol atinge o ponto mais alto ao sul em sua trajetória pelo céu. É o solstício de inverno, começo do inverno no hemisfério norte e do verão no hemisfério sul.”
Além do Natal, reveillon e de toda a magia que cerca o último mês do ano, eu nasci em 21 de dezembro e este é mais um motivo para comemorar sua chegada.
Quando eu era criança, a chegada de dezembro era um tempo de intensa felicidade e emoção. Na minha casa, mamãe fazia questão de montar uma linda árvore de natal e um presépio mais lindo ainda, fruto da tradição familiar da “Folia de Reis”, muito comum em Minas Gerais e, principalmente, na cidade de Uberaba. Também, é claro, esperávamos ansiosos pelos presentes que meus pais compravam com grande dificuldade e escondiam até o dia do Natal.
A montagem da árvore e do presépio era acontecimento causador de um enorme rebuliço em casa. Ficávamos ao redor de caixas de enfeites, enquanto mamãe exercitava sua criatividade. Cada ano era uma árvore diferente, feita de galho seco, enrolado com algodão, e repleta de enfeites e luzes coloridos. O presépio, na minha opinião, era o item indispensável e mais bonito. A história do nascimento de Jesus Cristo contada nas imagens, nos pequenos detalhes ressaltados pelo capricho de mamãe, sempre me encantaram.
Depois de muito trabalho, quando tudo ficava pronto era maravilhoso! Eu passava horas contemplando aquela beleza, apreciando feliz cada luzinha, cada objeto... e as crianças da família também adoravam a árvore de natal da “tia Regina”.
Ah... doces lembranças! Foram quase 30 anos de um belo ritual, mas com os filhos crescidos, tomando o rumo de suas vidas fora de casa, mamãe perdeu a empolgação pelos enfeites natalinos. Apesar da minha insistência, a tradição de montar árvore e presépio foi morrendo aos poucos, porque mamãe não tem mais as crianças à sua volta, admirando seu lindo trabalho.
Esse tempo foi tão marcante em minha vida, que ainda hoje continuo adorando esta época e sinto muita tristeza quando chego na casa dos meus pais e vejo o canto destinado à celebração natalina vazio, sem luz e sem cor.
Depois de casada, ainda faço questão de, todos os anos, montar árvore e presépio. Infelizmente, não herdei a criatividade de mamãe, por isso minhas produções são muito modestas, mas a alegria permanece a mesma. Este ano, a árvore foi montada no feriado de 15 de novembro, por mim e pelo meu marido, enquanto nosso filho dormia. Queria surpreendê-lo ao acordar, porque em Dezembro do ano passado, ele ainda não havia completado 1 ano de idade e não se interessava muito por essas coisas.
Agora, com quase 2 anos, Pedro Nicholas começou a perceber e apreciar o Natal. Ele ficou encantado com nossa pequena árvore e o “Papai Iel”, como ele costuma dizer. Mas ainda não entende que os enfeites devem ficar na árvore e insiste em retirar as bolinhas, chutando-as como se fossem bolas de futebol. Já perdi a conta de quantas vezes recolhi bolinhas espalhadas pela casa!
É exatamente essa a beleza de tudo isso! Pretendo reviver com meu filho toda a magia e encantamento que eu sentia com minha mãe quando criança. Agora estou do outro lado, mas continuo me emocionando e meus olhos ainda brilham quando vejo um enfeite de Natal.
Ainda vou escrever muito sobre Dezembro... afinal, é tempo de recordar, de refletir e compartilhar as experiências. Por enquanto, quero apenas saudar este mês que, apesar de todos os problemas pelos quais venho passando, continua me enchendo de felicidade e emoção.

