Sim, o fim de semana foi muito bom, mas passou tão rápido!
No sábado fomos à festa de aniversário de um casal de amigos muito queridos. Meu marido trabalha com locação de equipamentos áudio visuais e deu uma palhinha como DJ na festa. O clima foi bem descontraído, os aniversariantes mega receptivos e agradáveis, boa música, muita comida e bebida... ah, os prazeres da carne! E se for picanha, então!!! O melhor de tudo foi ver meu filho se divertindo. Ele se esbaldou nas brincadeiras com outros garotos presentes. Não há nada que traga maior satisfação a uma mãe que ver os olhos de seu filho brilhando de contentamento.
Apesar de toda alegria desta festa, fica uma pontinha de tristeza: tenho muita vontade de reunir minha família e amigos. Se pudesse faria muitas festas sempre. Acontece que tenho uma família bastante complicada e hoje me sinto indisposta para prestar maiores esclarecimentos; assim, acho melhor deixar esta história para outro dia. O fato é que, embora minha família materna seja numerosa, contando tias, tios, primas e primos, entre nós ocorreram muitos conflitos e divergências de opiniões, trazendo como consequência um grande afastamento. Restou apenas o convívio com minha avó, meu tio Zinho e minha tia e madrinha Maria do Carmo, pessoas a quem amo de paixão. Já com a família de meu pai, praticamente não há contato, além de visitas eventuais de minha avó, cuja senilidade me causa muita piedade.
Voltando ao assunto da festa, infelizmente nunca conseguimos realizar um evento no qual estejamos todos reunidos e isso me entristece demais.
Ontem o dia não começou bem. Acabei me esquecendo do batizado do meu sobrinho, cerimônia a qual gostaria muito de estar presente. Mais um efeito dos muitos conflitos familiares... eita! Fiquei chateada por não ir, mesmo não tendo a honra de ser convidada pelo meu irmão. Soube do batizado apenas na sexta-feira, através da minha irmã e, embora magoada, decidi que iria, pelo meu sobrinho. Infelizmente, minha memória não anda ajudando muito. De qualquer forma, afinal, nossa presença não fez tanta diferença assim.
Para compensar esse contratempo, almoçamos na casa de meus pais, com minha irmã (sempre ela!) e eu fazendo muitas palhaçadas - isso é o que sabemos fazer melhor - e nos divertindo como duas crianças, infernizando a vida da mamãe. Momentos como esse fazem a vida valer a pena e me animam a seguir em frente.
Depois disso, de volta ao meu lar, o domingo corria lento e preguiçoso, mas eu e minha teimosia resolvemos falar sério com meu marido; afinal, precisamos decidir urgentemente em que escola matricularemos nosso filho. Trata-se de uma decisão inadiável, claro... nesta minha cabeça insana domingo é um ótimo dia para decisões inadiáveis. Ao final de muita discussão, nada foi resolvido ainda, exceto a conclusão de que é impossível vencer os argumentos irrefutáveis de Jacqueline de Oliveira Sudário. Felizmente, Daniel precisou sair para trabalhar e o embate não teve maiores consequências.
Assim, Pedro Nicholas e eu ficamos com a casa todinha só pra nós... oba!!!! Assistimos ao emocionante confronto entre Corinthians x Fiqueirense/Vasco. Sensacional! Sim, senhores, sou corinthiana, embora me considere uma torcedora medíocre. Mas num jogão daqueles não dá pra ficar alheia, por isso minha casa mais parecia um boteco cheio de torcedores fanáticos. Até o Pedro Nicholas entrou no clima, vibrando com a mamãe enlouquecida dele. O resultado, claro, não foi o melhor. Mesmo assim, fiquei emocionada assistindo à emoção de torcedores e jogadores dos times envolvidos neste belíssimo espetáculo. Aliás, caramba, foi lindo perceber como o futebol mexe com os sentimentos das pessoas. Claro, tive que ligar para minha irmã a todo instante, para dividir com ela minha recém-descoberta paixão pelo futebol.
Passada a euforia, hora de voltar a ser uma mãe normal e tranquilizar o meu filho; afinal, ele passou a tarde toda sem dormir e já começava a dar sinais de irritação. Deste momento em diante, a batalha foi para realizar as atividades domésticas: dar banho, jantar, escovar os dentes, aquietar o bebê... mas quem disse que é fácil? A criança insistia em não dormir, queria espalhar seus brinquedos no chão, pular em cima do sofá, entre outras traquinices infantis. De repente, sem mais nem menos, o pequeno chega pra mim com a mãozinha estendida e diz: “Vaieu”. É isso aí, meu filho me surpreende mais uma vez. Aquele “valeu” na linguagem dele fechou com chave de olho meu fim de semana feliz. Sim, filho. Valeu demais, cada instante.
Que venha a segundona, porque agora estou pronta para o que der e vier.

