quarta-feira, 23 de novembro de 2011

À minha irmã, fonte de inspiração

Pois é... não resisti e começo hoje a dar os primeiros passos rumo à Blogosfera, onde pululam opiniões, ideias, fatos, bobagens, imagens, ilusões, sensações, enfim, um universo sem limites onde conhecemos um pouquinho do ser humano.

Mas é preciso retroceder no tempo para explicar como vim parar aqui. A história toda começa com uma mulher-menina com quem convivo há mais de 20 anos... quase trinta, pra falar a verdade. Essa criatura, dona de uma alma gigante, intensa e sofrida, minha irmã caçula, vive anos-luz à frente do meu tempo. E não estou falando de cronologia apenas. É algo muito maior, uma personalidade difícil de definir, cujos conflitos extrapolam minha vã filosofia.

Sempre foi inquieta, questionadora e, ao mesmo tempo, contida e reprimida em seus sentimentos. E escrever tornou-se um meio de expurgar todas as suas dores e experiências. A internet facilitou em muito a sua vida, pois a rapidez frenética da rede acompanha sua rapidez de raciocínio e sua ânsia pela libertação.

Ela rascunhou livros, criou e deletou blogs, encontrou-se com a linguagem jornalística (sua grande paixão), sempre usando as palavras como armas  para desarmar qualquer argumento. E eu acompanhei à distância, com interesse e uma admiração incondicional.

Nunca fui muito assídua neste mundo virtual, embora já tenha me deparado com agradáveis e surpreendentes encontros. Porém ainda prefiro o encontro real, o olhar, o toque, a velha e boa conversa. Mas há pouco tempo, inspirada pelas palavras de minha irmã e movida por uma curiosidade inquietante, comecei a me interessar por blogs. Nesta busca sem compromisso, acabei fascinada por este universo, principalmente porque transmitem, antes de tudo, um pouco dos sentimentos de seus autores. 

Reconheço, humildemente, a minha inexperiência com o uso desta ferramenta tecnológica. Sempre gostei de escrever e sou apaixonada por leitura (ainda prefiro as versões impressas, sem dúvida), mas acredito que com um pouco de esforço e a colaboração do meu filho, Pedro Nicholas, conseguirei expressar alguma coisa aqui. Jamais terei a desenvoltura de minha irmã, Janaína Sudário, a quem dedico este primeiro modesto post. Porém espero aliviar um pouco esta carga emocional com a qual convivo e que não consigo expressar oralmente.

Janaína Sudário, minha irmãzinha, meu Bebê, espero continuar lendo suas palavras e me inspirando em você sempre.

Há pouco tempo, fuçando nos infindáveis blogs, encontrei o de Juliana Ramiro, blogueira gaúcha. Peço licença para parafrasear o título de seu blog: "Escrever é sacudir o sentido do mundo".

Talvez minhas palavras não tenham força suficiente para sacudir o sentido do mundo, como as de minha irmã, mas certamente poderão ajudar a me entender como ser humano.